segunda-feira, 30 de julho de 2012

O Blogão Do Sarau


O Blogão Do Sarau

O blog do SARAU NA CASA é uma mescla de jornalzinho com revista literária e com álbum de família. O objetivo dele é tanto divulgar o evento e as obras do seus artistas quanto preservá-los... Além de preservar e estimular o lado humano dos encontros, o contato pessoal dos participantes.
O blog do sarau só publica obras originais. Só damos oportunidade para os trabalhos caseiros dos "amáveis amadores amantes da arte". Os outros artistas têm muito mais chances de se expressarem - esse canto é só nosso.


As Partes Do Blog

Em Início, o leitor encontrará tanto os textos apresentados nos encontros quanto os enviados por seus participantes para o e-mail do blog (saraunacasa@gmail.com). Também encontrará pequenas matérias como esta, falando sobre os saraus que foram e sobre os que virão.
Em  Próximo, logo de cara o leitor tem a data do encontro programado, nem precisa abrir a página! Mas nela encontrará ais informações, além de um cartaz que poderá baixar, podendo então ajudar a divulgar! Pedimos que quem puder mande por e-mail, ou imprima e cole em algum lugar. Toda ajuda é bem-vinda.
O que é sarau? traz material sobre a atividade cultural dos saraus. Textos explicativos colhidos em livros e sites, que explanam mais detalhadamente algo que pode ser resumido no nosso lema: "Cultura e amizade".
Em Contato, os meios de falar com os que fazem o sarau. Nossos principais organizadores são o "MC" Elineu Rosa Tomé e Marisa Boudart Piva, diretora da Casa Da Cultura.
Em Nosso Pessoal, temos a relação de todo mundo que fez os encontros do SARAU NA CASA, além dos autores que contribuem para blog. No caso de quem tem blog pessoal, o endereço dele é citado logo abaixo do nome.


Na parte Nossos Amigos, fazemos questão de lembrar daqueles que não são participantes frequentes mas se apresentaram uma ou outra vez e abrilhantaram as reuniões. A vocês, nosso obrigado e um pedido para que voltem.
Nossa História contém o máximo de registros disponíveis dos encontros. Cartazes anteriores, comentários, fotos... O que foi possível coletar para garantir que memória será preservada, pelo menos um pouquinho. Agradecimento a Cleber Avancini, Carol Camilo e todo mundo responsável pelos registros fotográficos.
Em Regrinhas, as regrinhas básicas (nada demais, facílimas de seguir!) para o novato que vier a participar dos encontros.
Ajuda Para Os Participantes é voltada para os autores do SARAU NA CASA - para seu aperfeiçoamento! Lá poderão encontrar dicas para melhorar seus trabalhos e as apresentações deles. Cuidados com a voz, dicas para os tímidos...
Em Outros Saraus, mais informações sobre outros eventos semelhantes ao SARAU NA CASA, aqui na região - todos acessíveis, bastando a vontade de fazer algo diferente com seu tempo livre. Como o dos nossos camaradas de Cerquilho. Fiquem de olho.


Em Índice De Obras Publicadas, pode-se encontrar qualquer obra no acervo do blog. E de várias formas: Por autor(a), por nome da obra, por sarau em que foi apresentada...
E, finalmente, em Cultura Em Porto Feliz, algumas opções artísticas disponíveis na Terra das Monções.

E aí do lado...

O blog tem aquelas ferramentas básicas:

  • Pesquisa, para procura de alguma postagem específica;
  • Cadastro para o leitor segui-lo (recebendo informes por e-mail de atualizações);
  • Listagem das postagens por data de publicação.

É só olhar nessa coluna à direita.


Vamos lá, comentem!

Logo abaixo de cada postagem (como esta, inclusive!) há um espaço para o leitor deixar sua opinião. É só clicar em comentário.
Usem esse recurso, amigos; Deixem suas impressões sobre o blog e sobre as produções artísticas! O artista, mesmo o amador, sempre faz suas obras para dois alguéns: para ele (para retirá-las de seu coração!) e para o mundo (quer doar as obras para todos!).
Então, caro eventual leitor, deixe sua opinião, tanto sobre os textos (honrando os escritores), quanto sobre os encontros do SARAU NA CASA  e sobre este blog. O que for elogio vai nos energizar, o que for crítica (construtiva, por favor!) vai nos ajudar a melhorar!
E sinta-se convidado para participar! Cultura e amizade abertas a todos!


JEB
(José Eduardo Bertoncello)
Editor do blog

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Asas (por Najla Aline Tirabassi – Cerquilho)


Asas
(por Najla Aline Tirabassi, “Naná” - Cerquilho)
- Texto escrito em 16/11/2010 -



Não sei o sentido de às vezes estar sem sentido.
Tampouco descobri o quão confuso é não saber o que sentir.
Penso tanto que por vezes cego-me, ensurdeço-me... perco-me no pensar.
Tais pensamentos me pesam, tantas reflexões e introspecções aturdem-me.
Refugio-me na evasão. Menosprezo os clichês, os modismos.
Repugno contra as desordens do meu entorno, mas envolvo-me em demasia
nas causas.
Minha cura é improvável.
Sou inconstante, imprevisível, alguns me chamam de insana.
Não consigo ser outra.
Sou eu mesma, sem máscaras. Impudica, intempestiva, introspectiva.
Perda de tempo julgar-me ou decifrar-me.
Eu sou eu.
Vôo com o vento que emana em meu “eu”.
Não tenho medo do escuro.
Geralmente levo meus anseios para passearem à noite.
Talvez tenha receio da clareza do dia. Não sei bem ao certo o porquê.
Aliás, eu não sei nada!
Sou um verso sem rima,
Com sentimentos disformes,
Ou conceitos malucos.
Não gosto de promessas ou juras.
Acho que nasci pra ser livre.
Não gosto de regras, tantas, e muitas, e dispensáveis.
Quero ser livre e estar livre dentro de mim.
Se eu me alegrar, não me importo se tentarem me fazer cessar.
Cultivo o que penso, o que sinto não o que dizem.
Minhas asas me regem.
Sigo os ventos da minha intuição!

~v~

Vento... (por Valéria Figueiredo)

Vento...
(por Valéria Figueiredo)





Que vento me trouxe até aqui?
Que vento foi esse, que me fez parar tudo o que eu estava fazendo e fez arrumar-me para estar aqui?
Que vento é esse, que tem força tamanha,
que sopra nossos problemas para bem longe e nos reúne aqui?
Vento, é um simples vento...
Um não, são vários...
Ventos declamados em poesias,
ventos transformados em carinho,
ventos amigos.....
Quem dera se todos os ventos fossem assim
Quem dera se todas ventanias se transformassem em poemas...
quem dera......

Anseio (por Évora Reis Wyatt)

Anseio
(por Évora Reis Wyatt)



Ei de ser o jardim mais belo...
Onde dentes-de-leão queiram com as borboletas flutuar.
Os ventos tempestivos trazem chuva.
Esta, não me assusta...    Já passei por tantos dilúvios antes;
Sei que esta rega aquilo que não destroe,
Sei também que essa banha, folha a folha... de broto a grão, germinados nas profundas terras minhas.
Raízes Firmes se estruturam, constroem um inicio.
Suplício...Sussurro....
E o Vento, amigo meu; É mensageiro de Iroko!
Ah Iroko tem contigo meus sonhos depositados.
Gratidão pelas alegrias sinto, gratidão ao Universo.
Vivendo grata manifesto a Luz.....
E Aguardo a Brisa que Cristaliza o meu desejo....
Seu Beijo!

AMALDIÇOADO OU ABENÇOADO: O VENTO (por Maristela Rodrigues)

AMALDIÇOADO
OU
ABENÇOADO:
O VENTO

(por Maristela Rodrigues)



Certo dia, a bisavó minha

Ao fazer café dizia:

“Maldito vento!”...

“Não posso acender meu fogão à lenha a contento”

Como era quase cega, usava de outros sentidos e sentimentos

Para fazer seu café, também dependia

De ter ou não ter: o vento.

Quando conseguiu acender então a lenha,

Passou seu café e com desdenha,

Derrubou o líquido, ainda quente 

E disse muito contente:

“Bendito vento!...

Não fosses tu, teria me queimado 

Com meu ato “desatento”

Nesse exato momento é que digo:

És tu vento que vem e que vai,

Que leva e que traz,

Que manda e desmanda na vida

Com seu movimento capaz...

Vento, vento, vento, vento...



O MOVIMENTO DO VENTO (por Maristela Rodrigues)

O MOVIMENTO DO VENTO

(por Maristela Rodrigues)



 

Girando, girando e soprando vem o vento...

Quando chegas de mansinho, traz alívio, graça e paz

Mas, além de grandioso e belo,

Podes também ser voraz...

Contigo traz a ternura, a alegria,... o Amor

 
Ou...


 
A desgraça, a angústia, o rompimento,... a dor

Podes levar a tristeza, o sofrimento e o rancor...

Ou palavras que, por ventura trouxeram desamor



És sempre um companheiro

Para as horas certas e incertas,

A qualquer momento...

Sem ti tudo pára, perde o movimento!

Tu vens, tu vais, tu levas, tu traz...

Em ti espero todo o tempo

Para levar e trazer o encantamento,

Daquele exato momento...

Que só tu faz!


Ah! O vento...

Quando o vento bater no meu rosto (por Sonia Jaqueline Oliveira)

  Quando o vento bater no meu rosto
(por Sonia Jaqueline Oliveira)


    

Quando o vento bater no meu rosto eu quero...
    eu quero ...
    orar a Deus
    eu quero
    falar do meu jeito caipira
    eu quero
    andar sem maquiagem
    eu quero
    roupas largas
    eu quero
    andar de chinelo
    eu quero
    andar devagar, sem pressa
    eu quero
    gargalhar quando dá vontade
    eu quero
    contar histórias
    eu quero
    dança de roda
    eu quero
    banho de chuva
    eu quero
    o cheiro do mato
    eu quero
    regar as plantas
    eu quero
    falar o que penso
    eu quero
    ser livre
    eu quero fazer o outro feliz e ser FELIZ também :)

AH! O VENTO... (por Luiz Antonio “Tis” Souto, de Cerquilho)

AH! O VENTO...
(por Luiz Antonio “Tis” Souto - Cerquilho, 16.07.2012)
 
Ah! O vento...
Te acaricia a cada momento.
É caso de se invejar:
Tão livre, sempre a te refrescar.

Oh! Vento,... invejo tua liberdade,
Invejo por estares em todos os lados,
Invejo tua capacidade
De até os mares, os fazerem ondulados.

Vento,... quando acaricias a minha amada,
Até de mim ela esquece.
Então de ti, também ciúmes eu tenho.

Inveja e ciúmes ainda não é nada,
Pois quando isso acontece,
Da gana de te matar, nem sei como me contenho!!!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Alerta De Tornado (por José Eduardo “JEB” Bertoncello)


Alerta De Tornado

(por José Eduardo “JEB” Bertoncello)



É época de ventanias!
Em nossa cidade, em todas as cidades, em todo o país!
Os homens e mulheres de vento
Estão por aí, ventando em todas as esquinas!
Assobiando, agitando, assombrando os cidadãos

Homens de vento?
PASTÉIS DE VENTO!
Peitos estufados com os egos inflados!
Cheios de si!
Cheios de ar!
Cheios de nada!

Sopram promessas
Ventam simpatia
Assobiam musiquinhas
Agitam bandeiras
Seu rastro sujismundo de papéis
Soprado para lá e para cá!

Os homens de vento
Não inspiram confiança!
Nem verdade nem heroísmo!
Os homens de vento
Expiram oportunismo!
Expiram empáfia e ambição!

Lobos maus cheios de brisa!
Quero alguém que derrube muros!
Que mova moinhos,
Que impulsione nosso barco...
Que refresque nossos rostos suados
De tanto trabalhar!

Quero quem tem fôlego para lutar!
Não quem ficará a sentir
O ventilador sendo gentil,
Protegido da agitação do céu revolto
De muitas tempestades
Feitas dos problemas de logo ali
(Do lado de fora do GABINETE!)

Eles precisam de NOSSO ar!
Querem nosso fôlego
Querem que lhes demos
Ar para alimentar seu fogo!

Irmãos sob o mesmo céu,
Amigos de tormenta:
Sintam os ventos,
Protejam-se contra os homens de vento!
Sintam as correntes
E só entreguem sua confiança
(As velas de nosso barco!)
Ao vento certo!


terça-feira, 24 de julho de 2012

O marujo, a criança e o vento (por Nilson Araujo)

O marujo, a criança e o vento (por Nilson Araujo)
Quando sopras a vela
Apagando sua chama
É hora de partir
Então a vela se levanta
E se estica com sua força
Empurrando o barco
Rumo ao oceano
Da vela apagada
Restou a parafina
Da vela levantada
O sonho e a partida

Quando sopras a seda
Levando-a para o alto
É hora de sorrir
Então a linha se levanta
E se estica com sua força
Empurrando a pipa
Rumo ao infinito
Da seda levantada
Restou sua magia
Da linha estica
Noutra ponta alegria

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Passos! - Poesia sombria (por José Eduardo "JEB" Bertoncello)

Passos! - Poesia sombria

por José Eduardo "JEB" Bertoncello



Passos ...

Espere. Pare.

Passos ...

Escute.

Passos...

Escute. Escute. Escute.

Passos...
Passos...
Passos...

Ande.

Passos ... Passos ... Passos ...
Saia.

Passos. Passos. Passos.

Vindo!

Passos, passos, passos!

Corra! Fuja! Salve-se!

Passospassospassospassospassospassos! ! !

Desespere-se! ! !

PASSOS!!!

terça-feira, 17 de julho de 2012

Nascente (por Nilson Araujo)

Nascente
por Nilson Araujo

 
Então me diz quem mais vai descer a montanha
E molhar os pés no manso riacho
Os peixes que colorem seu manto
E o som das águas tocando as pedras
Diga-me por onde te levam
Que eu te digo o que há no alto do morro
Não sei por que me pergunta
Se ainda gosto de você
Digo que sim
Você acha que não
E se joga lá do alto
Sem se importar com a queda
Sem se importar com a pedra
Contornando o caminho
Criando outros caminhos
E eu imóvel em silêncio
Te observo sem poder te parar
Para onde vai não sei
Porque parte não me diz
Então me diz quem mais vai descer a montanha
Sem saber do seu fim?

Aurora (por Évora Wyatt)


Aurora



(por Évora Wyatt - 13 de Outubro de 2011)

Só a noite traz o silêncio da respiração.


Só a noite ressalta o suspiro de alivio.

Só a noite entende a profundeza da busca.


Só a noite lhe acompanha, finamente; em um bom vinho.

Só a noite guarda os segredos dos pensamentos dos amantes.


Só a noite alivia minhas aflições, quando me permite ver
o céu e dialogar, ouvindo as estrelas.

Só a noite brota sonhos da alma.


Só a noite cabe a Mãe Lua de brilho radiante
ou escuridão intensa.

Só a noite proclama a esperança Do Novo Dia!

Alma (por Évora Wyatt)


Alma

Por Évora Wyatt

 

Nas profundezas de meu Ser...

Guardo os Encantamentos,

recosto ali, bem do lado da concha

com vista pra nuvem

em cima do lago de bruma


Deixo com que minha majestosa vida, siga.


Assim como meu ontem foi tão belo,

cada dia meu será assim...

capaz de receber e vivenciar

os encantamentos da Mãe Natureza

 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Pura Insanidade (por Évora Wyatt)

Pura Insanidade

 

 (por Évora Wyatt)

 
Esqueço...

Escrevo agora no verso da pagina 80;
Quando comecei estava limpa e vazia.

O passeio pelo novo jeito de velhas coisas;
As antigas coisas
De facetas novas
Outros movimentos
Cadenciados em outros com-passos (curtos)

Uma flor
Indecifrável
Indescritível
Inefável
In...
Ela é... Ela é...
Sutilmente especial
De cheiro insano
Que nos deixa livre

Uma sombra que ilumina
Necessariamente este instante
Que fala, minha cor em ação, meu coração

Uma/A chama inclinada
Pelo sopro
E  nos mantém livres, vibrantes como ela...
Só o que necessitamos
Só o que precisa estar pronto
Somente estar livre

No paraíso
Caminho segura e tranqüilamente
Pela escuridão que se entrega

O barulho da chuva
Bate na janela

Em notas firmes de sua suavidade
Acordes perfeitos
Concisos
Precisos

Contidos, calados, disfarçados
Mas sem êxito

Basta olhar pro lado
Tudo tão transparente
Em nossa volta

Estranha sensação de vôo
Vôo sobre as Montanhas
Não há erros
Somente Amor
(independente de forma)
Sem padrões

Se libertos de fato...
O encontro é Sublime
Explosão
Cores
Cheiros
Suspiros
Aspiros
E insanidade moral

Tudo limpo e Pleno

Com a mão solta assim
Posso escrever por horas
Ate que a câimbra me pegue
E a isso me nego.
Poder transpor, sem dor....

Parece tudo tão tolo se tento dizer
Tão sublime prazer

Sentir sem pressa, hora, data

Ao Vento.....

Sorrisos soltos, risos, carinhos ternos
Cuidados Doces
Depositados ao redor de meus cabelos

Minha aura Colorida
Traduzindo a calmaria
Onde nada machuca

e....
Aguardo tranqüila.

Tudo limpo, pura e adocicada insanidade.

Boa Noite!

Aurora (Évora Wyatt)

Pirapora do Bom Jesus (por Nilson Araujo)

Pirapora do Bom Jesus
(por Nilson Araujo)


Na imersão encontrei meu Deus
Despi-me de tudo que sou para poder me aproximar
Deixei para fora tudo que penso
Deixei de lado tudo que acredito
E no vazio busquei uma oração
Os joelhos dobrados e o corpo inclinado
O olhar fixo em qualquer canto sem olhar nada
Na imersão eu me encontrava
Vi então que as palavras tinham vida
E ditas foram se criando
Então moderei minha língua
E no silêncio deixei-as me levar
E a oração foi dita sem pensar
E Deus continuava a me olhar
Sem dizer uma só palavra

No passado já estive aqui
Horas e horas de caminhada até chegar
Bolhas nos pés e as pernas cansadas
Em busca de um milagre cheguei
Então permiti me entregar
E meu pedido foi atendido
Hoje estou de novo aqui
E trouxe comigo os frutos que colhi
E Deus continuava ali, no mesmo lugar
E todos em volta a cantar
No altar os pedidos eram colocados
Eu continuava na imersão
E Deus lá do alto me fitava o olhar
Não pude olhar de volta
Então olhei à minha volta
E todos estavam ali
E já não me sentia tão só
E já não me sentia inseguro
E já não me sentia com medo
O silêncio voltou a pairar
Baixei a cabeça em sinal de respeito
E um beijo no chão eu dei
Como prova do meu despojamento
Ao me levantar faltou-me o ar
Apoiei-me no encosto do banco
E busquei por meu Deus ao redor
E vi somente uma estátua de madeira
Que me olhava desde o início
Suas mãos amarradas
Seu manto vermelho
E sua coroa de espinhos na cabeça

Mostrou-me o acesso àquilo que é Divino
E na imersão O encontrei
Tempo o suficiente para uma prece
Tempo o suficiente para acreditar
E quando voltei, a fila era enorme aos pés do madeirio
Então senti que não precisava ir até lá
Pois Ele veio em meu socorro
 

Um banana (por Nilson Araujo)

Um     b
                           a
                           n
                           a
                           n
                           a

 (por Nilson Araujo)
 
Uma vida cheia de sonhos

Deixados num canto qualquer

Por coisas que não estão certas

Por coisas que não deram certo

Sonhos embrulhados em jornais

Guardados e amadurecendo sozinhos

Alguns já passados, perdidos

Outros bem verdinhos

Porém todos embrulhados

Faça do amor a sua escolha (por Nilson Araujo)

Faça do amor a sua escolha
(por Nilson Araujo)

Quando achar que o amor acabou
Não se precipite se jogando no vazio
Pois, sem ter onde se apoiar
Sentir-se-á só e sozinho estará
Persista por alguns instantes
Respire fundo ao relembrar...
E se um leve sorriso brotar
Rachando toda a frieza
Sentirá o coração palpitar
E uma lágrima escorrerá
Então, feche os olhos
E sinta que o amor se transformou
Então escolha por continuar
Pois encontrou o seu verdadeiro significado

terça-feira, 10 de julho de 2012

Mulheres Eu; Mulheres minhas. (por Évora Wyatt)

Mulheres Eu; Mulheres minhas.


por Évora Wyatt






Mulher a personificação do Divino Feminino.
Sou eu mesma, em uma, várias delas.
Uma,a Bruxa feiticeira que é a dona do voz de nome Intuição. Essa pouco da explicação.
Outra delas é Anciã; que me conta com toda sua sabedoria e maturidade os segredos desde sempre existentes no Milagre da Vida.
Há também a Donzela, que mantém e alimenta o espírito que palpita em meu peito da romântica apaixonada pelo amor.
Tem a menina,moleca que me liberta a correr sem rumo,na compania do vento apenas; quando avisto uma campina verdejante.
Existe a Guerreira que acorda todo dia pronta pra qualquer batalha. Filha de Ogum segue firme,com as forças de seu Pai.
Difícil esquecer de Aurora. Uma amiga companheira, com que partilho meus suspiros. Moça boa com as palavras, é ela que transpõe em letras e soma em palavras todos os encantos que vivo, que sinto e enxergo na Mãe Terra.
E tem a que me arrisco dizer ser a mais Importante delas. Mãe Évora, Filha de Yemonja e geradora da Luz Divina de nome Safyre, a maior razão pra minha existência.
E a libertadora do meu Ser do meu espírito de Mulher

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Os Desenhos No Reboco (por Nilson Araujo)

Os Desenhos No Reboco
 
 
No deserto onde me encontro agora 
Sinto a realidade como uma miragem
 
Distante das mãos, perto dos olhos
 
Ao tentar, no desespero, alcança-la
 
Elas somem nas paredes sem pintura
 
Aqui sentando na cadeira
 
Com os olhos fixos em qualquer ponto
 
Na mente um só pensamento
 
O que pensar?
 
(por Nilson Araujo)